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Artesanato Capixaba

Congo, casaca, panela de barro... Artesanato capixaba, objetos e tradições que ajudam a contar a história de um povo.









A grande variedade de produção artesanal do Estado: tecelagem, cerâmicas, fibras e trançados, objetos em coco e madeira são alguns exemplos, além dos trabalhos com conchas e sementes.
Inúmeras particularidades marcam o artesanato capixaba e, consequentemente, a cultura do Espírito Santo. Só o Espírito Santo tem o congo, tradição viva nas vozes do povo e no som da casaca.  Já Vitória é a cidade que se destaca na produção das panelas de barro, a partir da técnica secular das que as mulheres da região de Goiabeiras herdaram dos índios.
Assim se constrói a identidade do povo capixaba, firmada em tradições que vieram dos colonizadores portugueses, dos imigrantes de diversas áreas da Europa e também de tradições africanas.


Para fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá, local situado no bairro Joana D'Arc, na Ilha de Vitória. Do manguezal que margeia a região de Goiabeiras é extraída a casca daRhysophora mangle, popularmente chamada de mangue vermelho. Essa casca permite extrair a tintura impermeabilizante de tanino, com a qual são pintadas de negro as panelas, quando quentes.

Patrimônio Cultural Brasileiro

A arte de confeccionar as panelas de barro foi herdada das culturas tupi-guarani e transmitida por várias gerações. Desde 2002 o ofício de fazer panelas de barro é reconhecido nacionalmente como um Bem Cultural de Natureza Imaterial e titulado como Patrimônio Cultural Brasileiro.
A inclusão das paneleiras como Patrimônio Cultural Brasileiro foi uma iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida se tornou possível por intermédio do Decreto Federal 3.551/2000, que instituiu o registro de bens culturais de natureza imaterial.

Trabalho manual

A modelagem das panelas é feita manualmente. A parede da panela é levantada por meio do uso de roletes ou escavada na "bola" de argila, quando é "puxada". Para isso são utilizados os movimentos das mãos, tanto circulares como verticais, abaulando, arredondando, definindo o formato da peça com a ajuda de ferramentas rudimentares, como pedras lisas, cascas de coco, coité (pedaço de cabaça) e objetos similares. É o mesmo procedimento utilizado pelos povos indígenas que habitaram Vitória há mais de 400 anos.
A característica mais marcante das panelas é a coloração escura. Isto é obtido por meio da impregnação do tanino na peça. A casca é retirada do tronco por meio de golpes de um porrete de madeira. As lascas da Rhysophora mangle, o mangue vermelho, são picadas e colocadas de molho em água doce, para curtir dessa forma em um máximo de três dias.

Consciência ecológica

Ao contrário do que se possa supor, essa prática não é predatória, porque foi disseminada a consciência de preservação por parte dos "casqueiros". Dessa forma, somente é retirada a casca de um dos lados do tronco, em pouca quantidade. O procedimento não prejudica a árvore, nem o ecossistema do manguezal.
A aplicação do tanino nas panelas é feita da seguinte forma: com uma vassourinha embebida em tanino, bate-se, vigorosamente, na peça ainda quente, imediatamente após sua retirada do fogo. Esse processo de impregnação é conhecido como "açoite". Como resultado, o tanino penetra nos poros da cerâmica, cobrindo fissuras e tornando-a impermeável, servindo também para impedir a proliferação de fungos, que, com o correr do tempo, esfarelam o barro.
Com a coloração escura da panela é possível obter uma melhor concentração do calor, facilitando, dessa forma, o cozimento e a conservação dos alimentos. As panelas, depois de modeladas, ficam em lugar ventilado e protegido do sol até secarem completamente. Só depois é efetuada a queima, não em forno, mas em fogueiras a céu aberto - método bastante primitivo adotado por tribos indígenas.
O processo consiste em empilhar as panelas sobre grossas toras de madeiras, formando o que se chama de "cama", para permitir, desse modo, a circulação do ar pela parte inferior. Nas laterais e em cima, são colocados pedaços menores de madeira. O fogo é ateado em uma das extremidades, na "cabeceira da cama", e, com a ajuda da ventilação natural, expande-se por todo o conjunto. Dependendo do número de peças, o cozimento pode durar várias horas.
A queima também é feita dentro de um procedimento ecologicamente correto, já que não há desmatamento de árvores da região. Para fazer o fogo são utilizados restos de madeiras, principalmente da construção civil. Apesar desse tipo de madeira nem sempre possuir o melhor poder calorífico, o resultado final é satisfatório desde que o calor produzido seja intenso, uniforme e dure o tempo necessário.

MOQUECA CAPIXABA É O ITEM MAIS CONHECIDO DO CARDÁPIO DA ILHA

Rendimento: prato para 6 pessoas.

Ingredientes
  • 1,5kg de peixe fresco (robalo, badejo, papa-terra, ou namorado);
  • 3 maços de coentro;
  • 3 maços de cebolinha verde;
  • 2 cebolas brancas (pequenas);
  • 3 dentes de alho;
  • 4 tomates;
  • 3 limões;
  • azeite de oliva;
  • sementes de urucum;
  • pimenta-malagueta (opcional);
  • óleo de soja ou algodão;
  • sal fino.
Modo de fazer
  1. Limpe bem o peixe, corte-o em postas de 5cm de largura, lave-o com limão e deixe-o em uma vasilha com água de sal fraca. Separe a cabeça para preparo do pirão.
  2. Soque juntos o alho e o sal.
  3. Em uma panela de barro (grande), coloque um pouco de óleo de soja ou de algodão (duas colheres) e azeite de oliva (uma colher) e adicione a massa obtida no socador, passando-a no fundo do recipiente.
  4. Retire as postas de peixe da vasilha com água e sal. Vire as postas de um lado para outro na panela, arrumando de modo que não fiquem umas por cima das outras.
  5. Corte o coentro, o tomate e a cebola e os coloquem, nesta ordem, por cima das postas de peixe que estão na panela. Regue com azeite e suco de limão.
  6. À parte, frite, em um pouco de óleo quente, uma colher (sopa) de sementes de urucum. Depois de fritas, retire-as. Na hora de levar ao fogo para cozinhar, despeje um pouco desse óleo por cima do peixe para dar cor. Quando começar a abrir a fervura, verifique o sal. Não ponha água, não vire as postas e cozinhe com a panela bem tampada.
  7. Verifique o paladar do sal e do limão. Deixe no fogo forte por 20 a 25 minutos. Balance de vez em quando a panela com o auxílio de um pedaço de pano grosso para que as postas de peixe não agarrem no fundo. Quando for à mesa, salpique coentro picadinho.
  8. Como complementos da moqueca capixaba são indispensáveis o arroz branco, o pirão e o molho.

Pirão

  1. Use os mesmos temperos da moqueca, reduzindo-os à metade. Aproveite a cabeça do peixe ou uma das postas, previamente separada para esse fim. Proceda da mesma forma, desta vez adicionando de três a quatro copos de água ao peixe.
  2. Quando estiver cozido, escorra e o desfie. Junte o peixe ao caldo novamente, deixe ferver e, quando estiver no ponto máximo de fervura, vá jogando a farinha de mandioca lentamente para não embolar, mexendo aos poucos com um garfo. Pronto o pirão, corte o coentro e o espalhe por cima antes de servir.

Molho

  1. Amasse seis pimentas malaguetas no suco de dois limões e três colheres de vinagre de boa categoria.
  2. Corte uma cebola em fatias bem finas, fazendo o mesmo com o coentro e as cebolinhas. Misture tudo à medida que for regando com o azeite. Se o molho ficar muito picante, coloque um pouco de água.

TORTA CAPIXABA É PRATO TÍPICO DA SEMANA SANTA. VEJA COMO PREPARÁ-LA

Este prato é especialmente servido pelos capixabas por ocasião da Semana Santa.



Rendimento: prato para 6 pessoas.
Ingredientes
  • Cebola, alho, azeite doce, azeitona, limão, coentro, cebolinha verde, tomate a gosto;
  • ½kg de palmito natural previamente cozido;
  • 200gr de siri desfiado e cozido;
  • 200gr de caranguejo desfiado e cozido;
  • 200gr de camarão cozido;
  • 200gr de ostra cozida;
  • 200gr de sururu cozido;
  • 200gr de badejo desfiado e cozido;
  • 500gr de bacalhau desfiado e cozido.
Observação: Para cozinhar esses ingredientes, fazem-se as moquecas de cada um e retira-se todo o caldo, deixando-os o mais seco possível.
Modo de Preparo
  1. Prepare um refogado com cebolas, alho, pimenta, azeite doce, azeitonas e limão.
  2. Leve-o ao fogo com o palmito natural e espere até desaparecer a água e ganhar consistência.
  3. Junte, depois de limpos, desfiados, cozidos e espremidos, os ingredientes acima, mexendo até evaporar a água. Retire para esfriar um pouco. Misture uma parte da espuma de 6 claras em neve com as gemas.
  4. Quando se adicionarem os temperos aos mariscos, deve-se colocar o bacalhau para enxugar e dar liga à massa.
  5. Cozinhe à parte 6 ovos, que servirão apenas para enfeite juntamente com azeitonas e rodelas de cebola.
  6. Coloque a massa em uma panela de barro e a leve ao forno, retirando-a quando a espuma estiver bem coradinha.

MUMA DE SIRI LEVA SIRI, TOMATE, CEBOLA E URUCUM. VEJA A RECEITA

É um dos mais tradicionais pratos da culinária do Espírito Santo.


Rendimento: prato para 6 pessoas.
Ingredientes
  • 1 kg de siri (com casco, limpo, partido ao meio e livre do fel);
  • 1 kg de siri desfiado (livre do casco);
  • 1 cabeça de alho (grande);
  • 6 tomates (médios);
  • 4 maços de coentro;
  • 3 cebolas (grandes);
  • 3 maços de cebolinha verde;
  • 3 maços de salsa;
  • 4 colheres (de sopa) de urucum (ou colorau);
  • 3 limões (branco);
  • sal;
  • óleo (o quanto baste);
  • azeite;
  • 5 colheres (de sopa) bem fartas de farinha de mandioca;
  • água fervente (o quanto baste).
Modo de fazer
  1. Na panela de barro, ponha o óleo, o urucum e metade da cabeça de alho socado. Espere o tempo necessário para que o alho esteja refogado.
  2. A partir daí, tempere, à parte, o siri desfiado com o caldo de 1 limão, a outra metade da cabeça de alho socado e sal a gosto. Junte, na panela, o siri (desfiado), os tomates (cortados em cubinhos), o coentro (picado), a cebola (em cubinhos minúsculos), a cebolinha verde (picada) e a salsa (picada).
  3. Prove o sal e, caso seja necessário, acrescente-o.
  4. Na mesma panela, coloque o siri, que deve estar partido ao meio e temperado com o caldo de 2 limões e salpicado de sal.
  5. Misture-os à moqueca e espere de 10 a 15 minutos para que os siris partidos estejam cozidos.
  6. Quando esse cozimento for atingido, retire da panela o siri partido e reserve.
  7. Num recipiente, faça a seguinte mistura: farinha de mandioca e água fervente.
  8. Para saber qual a quantidade de água: o ideal é que esteja a farinha empapada em líquido.
  9. Para não empelotar, adicione essa mistura aos poucos à moquequinha na panela.
  10. Pronto o pirão, coloque novamente os siris partidos na panela.
  11. Mexa e deixe, por alguns minutos, na fervura, para que o sabor esteja em conjunto com o pirão.
  12. Desligue o fogo, transfira a panela de barro para a mesa.
  13. Use as mãos para comer. Para acompanhar, arroz branco e pimenta a gosto. Para beber, a tradicional cerveja gelada.

Você é necessária. E basta!






"Ninguém é mais alto ou mais baixo,

Ninguém é superior ou inferior.

Cada um é incomparavelmente único.
Todos nós fomos gerados de um jeito exclusivo,

forma única, personalizada.
Você é necessária. E basta!".

Em busca da Superior idade



“Danço muito e ainda sou professora de dança afro". Para ela, o segredo e a beleza de tudo estão no alto astral. “Mulheres, não desistam. A vida é linda. Você deve sorrir para tudo porque sempre tem alguma coisa no ar que vai pintar para animar, levantar você, te fazer feliz”,


Guerreira enfrentou várias dificuldades para criar sozinha três filhos. O tempo passou os filhos já formados, na superior idade o sonho de se tornar modelo e manequim se realinharam.




“Nunca me achei feia, mas também não me atinei que chegaria na idade que estou com pessoas me parando na rua para dizer que sou bonita. Às vezes estou no shopping, no supermercado, e as pessoas perguntam se sou manequim. Eu respondo com muito orgulho, Sim!”. “Quando somos jovens não damos muito valor para a beleza natural. A ficha cai apenas com 50, 60 anos, quando passamos a nos cuidar mais”. Hoje a profissão de Sônia exige que ela se arrume, mantenha a unha, o cabelo, pele e corpo em ordem. Para Sônia, este tipo de experiência é capaz de prolongar a vida e deixar qualquer pessoa mais feliz . “Fiz amizades maravilhosas que eu nem imaginava fazer com mais idade, amizades leais, sinceras”, vibra a modelo, cuja vida social vai muito além dos desfiles que participa. “Danço muito e ainda sou professora de dança afro". Para ela, o segredo e a beleza de tudo estão no alto astral. “Mulheres, não desistam. A vida é linda. Você deve sorrir para tudo porque sempre tem alguma coisa no ar que vai pintar para animar, levantar você, te fazer feliz”, ressalta.


Em busca da melhor idade: 


A maioria das mulheres acha importante cuidar da aparência física ao invés de disfarçá-la. Muitas acham que está na hora da sociedade mudar sua visão a respeito delas e o seu envelhecimento. Para a maioria, a mídia deve ser mais realista sobre as mulheres com mais de 50 anos, pois emite conceitos completamente equivocados. Por exemplo: que nesta idade elas não são mais produtivas, não gostam de se relacionar, não flertam e não se importam com a aparência.
Para a modelo e manequim Sônia Diomelles, que está na "Superior Idade", sua trajetória é na contramão que a maioria das mulheres acham. O segredo para chegar à maturidade cheia de energia é se cuidar e principalmente ser vaidosa. Além de se preocupar com a beleza e autoestima, é importante também beber muita água, usar filtro solar, fazer exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada. Desta forma, a beleza pode ser realçada. Não para ter a aparência de menina, mas o charme de uma mulher madura. 




Para Sonia a receita é simples: sorrir muito e tentar ao máximo ser feliz. "Eu quero ser um exemplo para as mulheres de minha idade. Devemos nos cuidar tendo uma boa alimentação e fazendo ginástica. Muita malhação e dança. Coisas que fazem bem para a alma e nos ajudam na autoestima". Sônia diz que consegue levantar até 120 quilos nas pernas e não é a favor de tomar "bomba". Seu negócio é malhar muito e ter uma alimentação bem natural. "Assim poderemos chegar à superior idade ainda mais bonita e de bem com a vida". “Então não tem desculpas. É deixar a preguiça de lado, amar e principalmente se amar”, conclui ela. 
No ano em que o termo "tropicalismo" invadia o Brasil, Sônia, então com 9 anos, já brilhava como rainha de bateria da GRES Unidos de Jucutuquara. Somente aos 21 anos abdicou do trono para se casar. E gerou três belos filhos, Gabriel, Gabriela e Délio.
Mais tarde, já viúva, passou a dar aulas de cultura afrodescendente.
Hoje Sonia é modelo e manequim formada - já teve grandes participações em desfiles, mas o momento que mais a marcou foi uma matéria em comemoração ao aniversario de 50 anos da apresentadora Xuxa Meneghel. Uma revista a entrevistou e fez referencia "a melhor idade", onde a mulher, aos 50, ainda tem muito o que viver. "A minha grande preocupação em ser modelo, era a de ser rejeitada por ser negra. Mas, para a minha surpresa, foi justamente ao contrario. Fui recebida com muito glamour”.



Quando o assunto é cirurgia plástica, Sonia dispara: "Sou completamente a favor". Ela acredita que se algo está incomodando, tem que ser mudado. Isso é mais uma forma de se valorizar.


"Venci vários obstáculos. Então decidi procurar mais desafios, ser uma modelo e lutar pelos meus sonhos". Garra é o que não falta. Sônia já provou que tem capacidade de enfrentar todas as adversidades. E mostra ao que veio. Para vencer, mostrar que apesar da idade tem potencial e beleza para ser notada, e que não existem dificuldades quando se busca algo com todas as forças. E deixa uma dica: "Mantenha sempre o foco. Aí sim, você conseguirá seu lugar ao sol".

Por Luciene Costa
Assessora de Comunicação.
soniadiomelles01@gmail.com

Auto-estima.







Independente de você achar que sua roupa ou aparência não está agradando o seu parceiro, o importante é você se sentir bem e poderosa. Faça o possível para sua auto-estima estar sempre em alta, afinal, ninguém curte ter pessoas inseguras por perto. É muito importante também à prática de atividades físicas antes dos 18 anos e aos 30, aos 50 e em idades mais avançadas. Ao seja, uma pequena dica: atividades físicas sempre. Em qualquer idade para melhorar a auto-estima.